Viveiro de Mudas
ESPÉCIES FLORESTAIS NATIVAS
Compõe
o primeiro grupo de madeiras consideradas de lei pelo Império
no Brasil (Lei de 07/01/1835). Árvore esciófita, ornamental,
apícola, tronco reto e cilíndrico, atinge até 20
m de altura e diâmetro (DAP) de 40 até 150 cm, crescimento
monopodial e moderado, resistente às pragas e doenças.
Madeira moderadamente pesada, resistente, imputrecível, de cor bege-rosada e textura uniforme. Substitui o Cedro e o Mogno na construção civil, fabricação de móveis finos e lâminas fraqueadas decorativas, com alto valor de cotação no mercado madeireiro.
O
Guanandi aceita povoamentos em plantios puros a pleno sol (espaçamento
de 2 x 3 m, com densidade de 1.650 plantas/ha), plantios mistos ou plantios
em faixas de vegetação matricial arbórea.
A grande vantagem do guanandi, em relação ao eucalipto, teca e o mogno é que o guanandi é uma planta nativa do Brasil, com mais vantagens para o meio ambiente e a bio diversidade; ocorre em todos os Estados brasileiros sendo compatível com todos os tipos de solos e climas.
Comparativamente, a teca adapta-se bem só no Mato Grosso do Norte por questões climáticas, e o mogno é muito vulnerável a praga Hypsipyla Grandela Zeller que torna impraticável o seu cultivo.
O eucalipto é madeira excelente para celulose
e papel, mas comparativamente, é madeira muito inferior ao guanandi,
este sim, Madeira de Lei para movelaria fina, uso naval porque não
apodrece em contato com a água, sendo históricamente classificado
como a primeira Madeira de Lei do país.
O eucalipto e o pinus são muito cultivados para industria de papel oscilando seu valor em torno de R$ 90,00 o metro cúbico, enquanto uma madeira de Lei como a Teca, o Guanandi e o Mogno pode alcançar valor de mercado na média de U$ 1.500,00 o metro cúbico, um valor de metro cúbico até 40 vezes maior que o eucalipto e o pinus
2. PALMITO HÍBRIDO (JUÇARA X AÇAÍ)
Trabalho desenvolvido no cruzamento do Açaí de touceira (Euterpe oleraceae) com o palmiteiro Juçara (Euterpe edulis), espécie que produz o palmito mais bem conceituado no sabor, obtendo-se assim o híbrido que, mantendo a qualidade do Juçara, perfilha (3 a 4 perfilhos) e se torna precoce (produção a partir do 4.º ano de plantio), o que otimiza a sua produção.
O plantio, em espaçamento de 1,5 x 2 m (com densidade de 3.500 mudas/ha), exige sombreamento, podendo ser plantado em capoeiras e capoeirões, sob plantações de banana e reflorestamentos.
3. PALMITO JUÇARA (Euterpe edulis)
O palmito Juçara (Euterpe edulis) tem sido escolhido para reflorestamento como modelo de rendimento sustentado devido a um conjunto de características especiais, como ampla distribuição geográfica, ciclo curto para a produtividade (6-7 anos), ocupação de extrato médio da floresta ou reflorestamentos, facilidade de comercialização de frutos/sementes e palmito, conciliando conservação ambiental com rendimento econômico.
O palmito juçara precisa de um ambiente sombreado para crescer, e o melhor lugar para semeá-lo é a própria mata.
A palmeira juçara, segundo os especialistas, é uma espécie-chave na ecologia da mata atlântica. Está na base da cadeia alimentar de dezenas de aves e mamíferos, assim como dos animais que se alimentam deles.
“Só tem juçara onde tem floresta, não dá para plantar em qualquer lugar, como se fosse eucalipto”, ressalta Nilson Máximo, da organização SOS Mata Atlântica.
A palmeira juçara (Euterpe edulis) e o açaí (Euterpe oleracea) são espécies irmãs - tão próximas que podem até cruzar. Quem já consumiu a polpa de juçara diz que ela é praticamente idêntica ao famoso “açaí na tigela”.
Em Santa Catarina, onde o produto foi “inventado” a partir de um projeto de pesquisa, o “açaí de juçara” já é comercializado há vários anos, como se fosse açaí da Amazônia. “É tão parecido que não dá para distinguir um do outro”, diz o biólogo Ademir Reis, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que pesquisou a espécie por mais de 20 anos.
O juçara é uma espécie-chave para o funcionamento do ecossistema da mata atlântica.
Tanto o pólen como os frutos e sementes são muito abundantes durante todo o ano e são importantes para a sobrevivência de várias espécies de insetos, aves, roedores e até alguns mamíferos.
ESPÉCIES FLORESTAIS NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA
Compõe grupos de plantas características dos diferentes estágios sucessionais da floresta ombrófila, utilizadas na recomposição de áreas degradadas, jazidas minerais esgotadas e adensamento florestal.
Produzimos mudas de Araçá-amarelo, Ariribá, Baguaçu, Bicuíba, Bracatinga, Camboatá, Canela-amarela, Canela-garuva, Canela-imbuia, Canela-preta, Canjerana, Capororoca, Capororocão, Caxeta, Cedro, Cerejeira, Cortição, Cupiúva, Figueira-de-folha-miúda, Garapuvu, Goiaba-do-mato, Grandiúva, Guabirobeira, Guamirim, Guarajuva, Imbaúva, Ingá-feijão, Ingá-macaco, Jacatirão-açu, Laranjeira-do-mato, Licurana, Mandioqueira, Massaranduba, Óleo, Pau-jacaré, Pau-toucinho, Peroba, Pindabuna, Pindaíba, Quaresmeira, Sobraji, Tanheiro e Vassourão.
ESPÉCIES FLORESTAIS EXÓTICAS
1. EUCALIPTO
- Eucalyptus SP
O cultivo do eucalipto requer a atenção do produtor florestal para a adoção de práticas silviculturais (adubação, controle de pragas e invasoras) e de manejo (desrama e desbastes), capazes de garantir o crescimento uniforme e a qualidade das árvores para o máximo rendimento. As espécies devem ser escolhidas considerando-se as condições climáticas, o uso e a qualidade da madeira pretendida.
Espécie: Eucalipto
- Eucalyptus dunnii
Condições climáticas: Geadas freqüentes
Uso da madeira: Fins energéticos e serraria
Propriedades: Apresenta rápido crescimento e boa forma das árvores. Madeira de alta densidade cor cinza-esverdeada.
Espécie: Eucalipto
- Eucalyptus grandis
Condições climáticas: Geadas ausentes ou raras
Uso da madeira: Fins energéticos, celulose de fibra curta, construção civil
Propriedades: Rápido crescimento/rendimento volumétrico. Madeira de densidade média e cor rósea.
Espécie: Eucalipto
- Eucalyptus urophylla
Condições climáticas: Geadas ausentes ou raras
Uso da madeira: Uso geral
Propriedades: Crescimento inferior ao Eucalipto (Eucalyptus sp)grandis, boa regeneração por brotação. Madeira de alta densidade e cor vermelha.
Espécie: Eucalipto
- Eucalyptus saligna
Condições climáticas: Geadas ausentes ou raras
Uso da madeira: Fins energéticos laminação, móveis, postes e celulose
Propriedades: Rápido crescimento, uniformidade, resistente à ferrugem, madeira de alta densidade, cor base vermelha.
Espécie: Eucalipto
- Eucalyptus maculata
Condições climáticas: Geadas ausentes ou raras
Uso da madeira: Serraria, laminação, marcenaria, postes, mourões
Propriedades: Crescimento inicial lento. Ótimo para regiões de elevado déficit hídrico. Madeira alta densidade e cor cinza-esverdeada
Espécie: Eucalipto
- Eucalyptus citriodora
Condições climáticas: Geadas ausentes ou raras
Uso da madeira: Serraria, laminação, marcenaria e móveis, pontes.
Propriedades: Crescimento inicial lento. Produção de óleo das folhas. Madeira de alta densidade e cor amarelo-rosada.
2. PALMEIRA-REAL (Archontophoenix alexandrae)
Palmeira de origem australiana, desenvolvendo bem a pleno sol. Prefere clima quente e úmido, solos com boa estrutura física e fertilidade (adubação química e orgânica). Plantio em densidade a partir de 10.000 plantas/hectare. Apta ao corte e industrialização a partir do 3.º/4.º ano após o plantio, produzindo palmito de especial sabor, sendo muito bem aceito e valorizado pelo mercado.
Estufas e Viveiros para Mudas Florestais
A produção de mudas florestais, em geral, passa por três fases distintas:
1. Germinação (onde utiliza-se estufas com filme plástico);
2. Crescimento (onde utiliza-se viveiro telado com sombreamento de 50%);
3. Rustificação (onde as plantas se desenvolvem a pleno sol) para ambientação ao destino final.
Quando as mudas destinam-se para plantio florestal (no campo), podem ser transplantadas com cerca de 40 cm. Já quando destinam-se ao paisagismo urbano, como arborização de praças, melhor que sejam levadas com cerca de 1,80 m - porte que garante mais resistência à planta.
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